Viva la vida…

Já que houve inauguração vamos continuar postando.

Aqui alguns pensamentos de Caio Fernando Abreu que, de acordo com a circunstância em que se vive, dizem tudo que se sente…

“Menos pela cicatriz deixada, uma ferida antiga mede-se mais exatamente pela dor que provocou, e para sempre perdeu-se no momento em que cessou de doer, embora lateje louca nos dias de chuva”. Caio F.

Para o bem e a felicidade da nação, vou procurar atualizar toda semana.

Beijos pra quem gosta de mim. =P

Todos os dias ela fazia o mesmo caminho e caminhava com a mesma velocidade. Lenta, mas concentrada subia a ladeira em direção a algo que não sabia exatamente o que era. Toda manhã passava pelas mesmas casas que estavam acordando lentamente e pensava na saudade que sentia de sua infância, quando precisava acordar cedo e passar pelos mesmos lugares, e sempre no mesmo horário. Ela sabia, sabia que aquilo também ia passar, assim como a infãncia. Só não sabia quando.

Ela sentia um vazio no peito que não sabia explicar o que era. Será uma fase que está terminando? E a dúvida do que será a próxima fase. Quanta curiosidade tinha ela em imaginar como seu futuro seria. Não conseguia definir aquele sentimento, mas eu classificaria como angústia, uma forte dor do qual a causa é a solidão, e ela sabia, ficar só não é de todo mau. A solidão auxilia na projeção de planos para a vida e para o futuro, que ela também sabia que não seguiria seus planos.

A dúvida de não saber se fez a escolha certa causa um certo desconforto que pode ser chamado de dor. Não dor física, porque essa passa se tomar remédio. Uma dor que só passa com o remédio tempo, tempo que parece demorar pra passar quando se está passando por fases difíceis, ou, eu diria, turbulentas. Nem todas as fases turbulentas são difíceis.

Ela sabia que podia contar com algumas pessoas e com outras não. Sabia que se decepcionaria com algumas, mas não sabia que as pessoas que ela menos esperaria são as que mais ela podia contar, e as pessoas que ela menos espera podem lhe decepcionar. Isso já é fato confirmado cientificamente. Iria encontrar pelo caminho pessoas que nunca mais esqueceria, e que nunca esqueceriam dela e de seu jeitinho de criança eterna, pessoas destinas, por algum motivo sem explicação (assim como quase tudo na vida não tem explicação e tem uma certa insistente função de deixar dúvidas) iriam cruzar seu caminho em algum momento de sua vida, e sim, iriam deixar saudades, muitas saudades…

Quando uma etapa da vida de alguém atinge o ápice e chega no final, é momento de relembrar tudo o que foi vivido, tudo o que foi superado, tudo que foi perdido, tudo o que foi ganho. As pessoas que fizeram parte de tudo isso, que poderam fazer parte da próxima etapa, mas que provavelmente não, a dolorosa realidade de ter se separar de alguém precisar ter consciência que poderá nunca mais voltar…

 

diário de hoje

Terça-feira, 24 de Junho de 2008, inverno, frio e tempo bom…..

querido diário,

hoje conheci o renomado autor gaúcho, membro da Academia Brasileira de Letras Moacyr Scliar! e como era de se esperar ele é muito muito inteligente e gentil.

acho que não é muito positivo ficar deslumbrada com esse tipo de personalidade que cruza nosso caminhos, mas eu ultimamente to fazendo o que me da vontade, então fui lá, pedi um autógrafo, (alguns me disseram que isso não é profissional, dane-se o que pensam os outros) foi muito bom ter conhecido ele, e ainda trocar umas palavras, as pessoas inteligentes são simples e humildes, arrigãncia é só para pessoas “ignorantes” quando escrevo uso palavras um pouco fortes para o que eu quero expressar, mas é isso mesmo, o objetivo é ser tocante…

bom o Moacyr Scliar é inteligente e muito legal, aaah ele disse que o meu nome é literário hehehe, eu já sabia, acho q minha mãe se inspirou em uma escritora heheheh

nunca li o morro dos Ventos Uivantes na íntegra, mas tenho que sobrar tempo e ler né, quem sabe um dia me de vontade…

e por hoje é só pessoal, essa semana eu escrevo ainda

beijos a todos e até mais

quero me livrar de tudo isso, quero que a minha liberdade seja respeitada, quero poder contar com as pessoas como elas contam comigo,

quero poder enfrentar o perigo sem que ninguém me julgue, quero decidir por mim própria como conduzir minha vida,

quero saber o que as pessoas sentem, quero sentir que sou importante para elas, quero acreditar nisso

e é hoje

a cada dia que passa sinto que cada vez mais estamos ficando distantes disso tudo a nossa volta. essa etapa está finalizando e prestes a começar uma nova. ao mesmo tempo que tem a euforia dessa finalização tem a angústia e insegurança de uma nova que vai iniciar. estamos perdendo esse momento ele está escapando pelos nossos dedos sem percebermos e para o reinicio precisamos nos preparar e muito bem…

era provar pra todo mundo que eu não precisava…

… provar nada pra ninguém

mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira

agora acho que estou curada de tudo isso e percebi de verdade que o que não mata fortalece, estou tão forte agora que nem acredito e de tão fraca que eu me senti, acabei ficando forte e preparada pra tudo, será que estou endurecendo?

e às vezes o que eu vejo quase ninguém vê! sei lá mas parece que as músicas dizem tudo

eu sempre tenho certeza do que sinto e o que quero, mas acho que isso não me faz muito bem, é as coisas são assim mesmo, à dúvida é o preço da certeza, não sei se é bem isso, mas tem coisas que me fazem mal e às vezes me sinto tão indiferente a tudo que me sinto bem, parece que estou sempre esperando algo acontecer e nada acontece, deve ser porque espero de mais, das coisas e das pessoas e então me decepciono, que vida

e agora, parece que até as estações muduram de lugar. e eu, continuo aqui parada e esperando por alguém, por algo, por você…

e a culpa é de quem? não precisa achar um culpado pra nada a culpa nunca é de ninguém e é de todos

tudo deve passar, sim, tudo passa, tudo

de volta pra casa, fico pensando em mil coisas, tento fazer planos e, tenha certeza, você não está incluido neles, não tá mesmo!! aliás, agora, eu acho que nunca esteve em nada do que é meu, você era meu, e eu minha e minhas coisas eram minhas, minha vida e tudo, vc era uma espécie de algo mais, que me deixava bem e que agora não deixa mais, na verdade, acho que deixa mal,

tenho que disfarçar coisas que pra mim antes eram normais, nunca precisei fingir nada, e agora preciso, nem sei fazer isso direito

“não estou mais interessado no que sinto

não acredito em nada além do que duvido

você espera respostas que eu não tenho

sou um animal sentimental, me apego facilmente ao que desperta meu desejo

acho que entendo o que você quis me dizer mas existem outras coisas

tudo esta perdido mas existem possibilidades

tínhamos a ideia mas você mudou os planos, tínhamos um plano mas você mudou de idéia..”

 

é

“quero me encontrar mas nao sei onde estou…

tenho quase certeza que eu não sou daqui…

vai ver que é assim mesmo e vai ser assim pra sempre, vai ficando complicado e ao mesmo tempo diferente..

me deixa ver como viver é bom..

 

você não quis tentar me ajudar…

 

e a culpa é de quem?

eu canto em português errado, acho que o imperfeito não participa do passado, troco as pessoas troco os pronomes. preciso de oxigênio, preciso ter amigos, preciso de dinheiro

 

acho que te amava, agora acho que te odeio…”

 

 

mais um filho

ontem, nasceu o segundo filho, a Monografia, agora acho que saiu o peso que faltava sair das costas, mas pra ficar tranquilo mesmo só depois das Bancas e depois da nota.

parece, na verdade que a responsabilidade ta aumentando…

 

hoje nao to com inspiração e vou parar por aqui mesmo..