Há aproximadamente seis meses você se foi. Mas a dolorosa sensação de entrar em casa e você estar lá esperando sempre alegre insiste em permanecer. Às vezes chego a escutar o barulho de você se coçando da corrente se mexendo o de você tomando água. Você sempre vai ser a nossa Siça, nunca nada nem ninguém vai substituir o seu amor. Você foi e será sempre a única. Até o fato de não precisar levar jornal pra casa pra ser seu banheiro é triste. De manhã você não tá mais lá esperando pra gente levar você pra fora uns minutos… haa quanta falta você faz …

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é

“quero me encontrar mas nao sei onde estou…

tenho quase certeza que eu não sou daqui…

vai ver que é assim mesmo e vai ser assim pra sempre, vai ficando complicado e ao mesmo tempo diferente..

me deixa ver como viver é bom..

 

você não quis tentar me ajudar…

 

e a culpa é de quem?

eu canto em português errado, acho que o imperfeito não participa do passado, troco as pessoas troco os pronomes. preciso de oxigênio, preciso ter amigos, preciso de dinheiro

 

acho que te amava, agora acho que te odeio…”

 

 

vidinha

eu não sei por que, mas quando eu leio coisas melancólicas, elas dizem tudo que a gente sente, sempre, todas as vezes que leio parece que aquilo está dizendo tudo o que eu to sentindo, independente do que seja. agora, eu não sei o que eu to sentindo, eu sei que é bom sempre se manter ocupada, as vezes é melhor nem ler nada melancólico, mas é impressionante como que não consigo achar graça em nenhuma das comédias que leio, aliás, sempre considero elas muito ridículas e absurdas, o exagero me irrita, e  no humor, sempre tem exagero…

as coisas melancólicas podem as vezes nos deixar mais melancólicos, meu chefe me chingou por que escuto músicas “deprê”, mas as músicas que não são depre, nunca me dizem nada a não ser pornografia, e asneiras, o que me faz ficar burrra, eu acho.

as vezes me sinto muito adulta e madura, tento me comparar com as outras pessoas e tentar ver que eu sei muito pouco da vida mas que pelo que eu vivi sei bastante, e as vezes, na maioria delas, acho que eu ainda tenho muito que aprender da vida, claro eu sei que sim, mas penso que sou infantil ainda, e que ficar nessa vidinha não vai me fazer amadurecer, ou vai, mas será que eu tenho que passar por tudo isso pra saber? as dúvidas me fazem mal, mais mal que eu imaginava que fizessem, não sei mas acho que só ter certeza também deve fazer

sempre penso que queria levar a vida bem mais numa boa, e não se preocupar se daqui a 10, 15 ou 20 anos quem eu vou ser, se vou comer da minha comida ou ainda serei sustentada, se vou poder andar no meu carro ou vou andar eternamente de ônibus, claro, sempre queremos que a vida melhora, mas como ter certeza, como saber se fazemos a escolha certa na hora certa? se tivessemos escolhido diferente a vida poderia ser diferente, se nao tivessemos aqui estaríamos lá, e assim por diante

vejo as pessoas a minha volta, será que a vida delas é completa, será que ninguém tem fantasias? eu tenho eu sempre as tenho, e nem sempre elas são boas, as vezes são fantasias melancólicas a (pré)aborrecimento, invenção de problemas, antecipação sem saber o que realmente se passa… e isso me faz mal, mas prefiro acreditar nesse tipo de fantasia do que ter uma fantasia positiva e sofrer decepções sim por que a gente só fala com a boca que decepção ensina a viver, só com a boca…

gosto de acreditar nas pessoas, e as vezes me sinto uma ingênua burrinha por isso, inocência defitivamente não é uma virtude pra mim, mas também não sei, se houvesse mais malícia em mim quem sabe não seria uma coisa boa….. é, a dúvida dói e muito, mas a certeza também, deve ser muito monótona, saber sempre o que se sente, saber o que acontece e como funciona cada coisa e qual a consequência de cada ato, dos pensados e dos impensados isso também não deve ser bom, embora, eu ache que nínguem tem certeza de tudo, ninguem vive na monotonia total, acho que não, ou quero acreditar que não, porque não é possível…..

“o pós parto”

agora me sinto como se tivesse tido um parto, claro não sei se é assim que a gente se sente quanto tem um filho, mas pra mim parece que sim.. foi uma gestação que durou mais do que as gestações de seres humanos e acredito que foi muito dificil enfrentar, ontem foi o dia do nascimento oficial no filho “Pex” Projeto Experimental para conclusão do curso de Publicidade e Propaganda. me sinto muito cansada e acho que é o cansaço que nao tinha aparecido até agora. acredito que é assim o pós parto um cansaço que nada faz passar…

Foi um pouco do peso tirado das costas, diminuiu um pouco a carga de estresse que acumulou durante esses oito semestres (matados) de faculdade. Um pouco porque agora ainda falta a Monografia que vai nascer dentro de exatamente quatorze dias.

achei legal utilizar essa metáfora para descrever o que é a entrega de um trabalho dessa categoria, pois realmente ele exigiu muito esforço e parece que o alívio ainda não chegou, e não chegou mesmo, no próximo dia tres é data do batizado desse filho (leia-se banca de avaliação) em que os padres aprovam ou não todo esse esforço e a gente tem que ter em mente que ele pode ter sido em vão e que possam exigir outra gestação de trinta dias ou de mais seis meses para realizar tudo de novo o que não contentou os membros da banca. é, temos que estar preparados pra tudo…